Marconio Diniz, Outro Trabalhador dos Serviços
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Marconio Diniz

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Comentários

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Marconio Diniz, Outro Trabalhador dos Serviços
Marconio Diniz
Comentário · há 4 anos
Excelente artigo. Objetivo, didático, educativo e extremamente esclarecedor. É certo que o legislador constitucional atribuiu ao STF, além da função institucional de "guardião da Carta Magna", a gênese de sua natureza política, seja pelos requisitos subjetivos ao ingresso de seus membros - bem como pelas exigências aos seus impedimentos - seja pela jurisprudência histórica construída. Infelizmente, nas últimas décadas, a insegurança jurídica é resultado do desrespeito a princípios e institutos basilares do Direito praticado por essa atual composição do tribunal. Falar do STF fora da bolha jurídica é a qualquer cidadão comum sentir constrangimento pelo caráter de suas decisões e de tê-lo como Corte Constitucional, principalmente pelo seu ativismo invadindo competências legislativas e pelo progressismo judicial evidente nos reflexos socioeconômicos de suas decisões. Se, na esfera criminal, vem rasgando a Constituição e legislação infraconstitucional correlata, criando monstros processuais e procedimentos ilegais e abusivos, de caráter até policialesco, não seria surpresa agora mais essa excrescência, já que o referido legislador constitucional, no contexto do Pacto Federativo, também lhe atribuiu competências em matéria tributária, conferindo-lhe papel de juiz/legislador responsável pela manutenção do equilíbrio necessário ao Sistema Tributário Nacional. Nesse sentido, o STF perdeu, há muito, o norte de suas funções. Ao trilhar o caminho enviesado do partidarismo, evidenciando o aparelhamento institucional ao qual foi submetido, transformou-se em um balcão de negócios, onde relativiza decisões para atender ao cliente demandante conforme sua "cara". Curiosa e espertamente, tal relativização é a saída jurídica perfeita para livrar-se das aparentes armadilhas que cria ao construir jurisprudências pontuais convenientes em decisões contraditórias. Infelizmente, como a alteração dessa realidade haveria de passar por um expurgo pontual dos seus membros num cenário simbiótico de interesses com o Legislativo, mormente com a presidência do Senado, voltamos ao mesmo ponto de inflexão da dinâmica motora dos interesses políticos. Mais uma vez, parabéns às articulistas pelo excelente texto.
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Analicemota Mota, Advogado
Analicemota Mota
Comentário · há 11 anos
- Desnecessário quanto humilhante existência de lei para que o cidadão conquiste seu espaço em cargo público!
- Ainda que tenhamos conhecimento de existência de privilégios, de reservas e cotas apadrinhadas por políticos e influentes, hoje temos condições de brigar, exigir, desmascarar situações de preferências como as que ocorreram e ocorrem quando um cidadão é preterido em razão de outro porque tem padrinho...Não adianta negar tal comportamento, no entanto, o que lhe vai conduzir ao cargo almejado é a capacidade e domínio intelectual do candidato e seu preparo para o cargo que postula e isso, em razão da internet, da publicidade de conteúdo do edital, há maiores condições de enfrentamento, portanto, acredito que, conquistar tal direito, é questão de capacidade do cidadão e não de dificuldades.
- Mesmo porque, já existem muitos exemplos de cidadãos que conseguiram conquistar aquilo que desejou, não é uma questão de etnia, é preparo intelectual, conhecimentos, muitos estudos e hoje com a internet isso ficou mais fácil, as bibliotecas ajudam e o resto é questão de determinação, vontade, vergonha na cara porque exemplos não nos faltam.
- Sou mais vamos à luta, o querer é poder, é melhor conquistar sem cotas e deixar um monte de gente de cara no chão, pois muitos dos que falam contra as cotas certamente fizeram uso do cabide, qi e outros meios que sabemos não convencionais que se estabeleceram, conheço alguns que simplesmente esqueceram do favor do político, isso é pior que cotas, ainda que haja distorção na forma, certo é que estão tentando corrigir a dívida que o Brasil tem com parcela da população que ajudou e ajudam o pais a crescer, mesmo porque não entendo no que isso contraria e incomoda algumas pessoas, chego a achar que estão se sentindo "ameaçados", seria essa a razão? Então, aonde estão suas capacidades e méritos? Por que tanto ódio e discussão por uma coisa que não lhes afeta? Causa estranheza, será que não querem dividir? Muito estranho mesmo!!!
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Marcio da Silva, Advogado
Marcio da Silva
Comentário · há 11 anos
Implantar um sistema de cotas raciais, num país onde o grau de mestiçagem é altíssimo, como o Brasil, é ilógico. Aqui não é Estados Unidos. É só verificar o caso emblemático dos irmãos gêmeos, em que um foi considerado negro e o outro não pela Unb.

A solução, agora, é um tribunal racial, onde terceiros irão definir a tua raça? É isso que já está acontecendo em âmbito estadual. Quer dizer, você pode se achar pardo, mas se no dia da entrevista estiver mais pálido de nervoso, ou mesmo alguém não for com a tua cara, você poderá ser "sentenciado" como branco?

Essa tal "comissão de verificação com relação à autodeclaração" parece aqueles órgãos nazistas que verificavam o fenótipo de supostos judeus! É absurdo. E quem disse isso não fui eu, mas o Procurador Cabeleira, que usou esse mesmo exemplo.

E os casos em que a família inteira é negra/parda e o filho nasce branco? Quer dizer, a pessoa teve todas as condições sociais de uma família negra, todavia, não poderia, em tese, concorrer às vagas.

O ideal seria um critério puramente social, onde a inclusão de mais pessoas negras e pardas, que realmente não tiveram condições de estudos, seriam automaticamente beneficiadas.

Pelo sistema atual, na questão de inclusão racial, somente os negros e pardos com condições sociais melhores têm oportunidade. O pobre, independente da raça, será excluído.

Nivela por cima, não inclui os mais pobres. É mudar para continuar tudo igual.
Em suma, o sistema não inclui satisfatoriamente, haja vista casos como o do Itamaraty, negros e pardos, não inclui pobres, não funciona.
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